O diretor-geral da Organização Mundial Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse num discurso hoje que a vacina ou a cura para a covid-19 podem não se tornar realidade nunca.
“Não existe bala de prata no momento e talvez nunca exista”, disse o diretor-geral. Ele afirmou ainda que há imunizações na última fase de testes, mas existe a possibilidade de que nenhuma dessas ofereça proteção da forma esperada. De acordo com a OMS, são 25 vacinas já sendo testadas em seres humanos, sendo 6 delas na chamada fase 3 – os últimos ensaios antes da conclusão.
“Há preocupação de que talvez não tenhamos uma vacina que funcione. Ou que a proteção oferecida possa durar apenas alguns meses, nada mais”. Tedros declarou que não é possível saber até que se concluam os testes. No entanto, disse que ainda existe esperança e que os estudos estão sendo desenvolvidos a uma velocidade sem precedentes.
Ele também esclareceu que a maioria da população permanece vulnerável à infecção mesmo em países que lidaram com surtos graves. No geral, segundo a organização, estudos sorológicos mostram que menos de 10% desenvolveram anticorpos contra o vírus, indicando que tiveram a doença. A prevalência pode ser maior em meio a alguns grupos, como profissionais de saúde.
A OMS, mais uma vez, reforçou a necessidade de aplicar o conjunto das medidas disponíveis que funcionam para suprimir a transmissão do novo coronavírus até que haja uma vacina ou remédio.
O ministro da saúde da Rússia, Mikhail Murashko, afirmou no sábado, 01, que os ensaios clínicos da vacina contra a Covid-19, desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa Epidemiológica e Microbiológica da Rússia (Gamalei), foram finalizados. Com isso, a etapa de registro do imunizante já foi iniciada. “A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo centro Gamalei concluiu os ensaios clínicos e agora os documentos para o seu registro estão sendo preparados”, declarou Murashko, citado pela agência de notícias local “TASS”.
De acordo com o ministro, a expectativa é que o imunizante comece a ser distribuído para diversas regiões da Rússia a partir do próximo dia 10. As primeiras vacinações serão destinadas a médicos e professores. “Estamos planejando que a campanha de vacinação mais extensa, que será gradualmente acrescentada ao novo sistema de cuidados, começará em outubro”, afirmou. Murashko acrescentou ainda que a segunda vacina russa, desenvolvida pelo centro Vector, continua em fase de ensaios clínicos. Segundo ele, o Ministério da Saúde acredita que receberá em um mês e meio ou dois meses mais dois pedidos de permissão para realizar ensaios clínicos de novas vacinas.
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